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Acesse: Oração à Rainha Celestial para cada dia do mês de maio

A alma à Mandatária Divina:

Aqui estou, Mãe Celestial. Sinto que não sei ficar sem minha querida Mãe; meu pobre coração está irrequieto; e então me sinto em paz quando estou no seu colo como uma pequena, pequenina, apertada em seu Coração para ouvir suas lições. Sua doce pronúncia me acalma de toda a minha amargura e docilmente prende a minha vontade, colocando-a como escabelo sob a Divina Vontade; o que me faz sentir seu doce domínio, sua vida, sua felicidade.

Lição da Rainha do Céu:

Minha querida filha, saiba que a amo muito; confie em sua Mãe e tenha certeza de que obterá vitória sobre sua vontade. Se me for fiel, tomarei todo cuidado de você; portanto, ouça o que fiz por você diante do Altíssimo.

Não fiz outra coisa senão me colocar nos joelhos de meu Pai Celestial. Eu era pequenina, ainda não nascida; mas o Querer Divino, de quem eu possuía a Vida, me deu acesso livre ao meu Criador. Para mim, todas as portas e os caminhos estavam abertos; não tinha receio nem medo dEle. Só a vontade humana causa medo, receio, desconfiança e distancia a pobre criatura d’Aquele que a ama tanto e que quer ser cercado por seus filhos. Assim, se a criatura está assustada e temerosa e não sabe estar com seu Criador, como uma filha com seu Pai, é um sinal de que a Divina Vontade não reina nela e, assim, a criatura experimenta as torturas, o martírio da vontade humana. Portanto, nunca faça a sua vontade; não queira torturar-se e martirizar-se a si mesma, que é o mais horrível dos martírios, sem apoio e sem força.

Então, escute-me: elevei-me aos braços da Divindade; mais ainda, esperavam-me e se alegraram ao me ver. Amavam-me e tanto que, ao meu apresentar, derramaram outros mares de amor e santidade na minha alma. Não me lembro de tê-Los deixado, sem que me acrescentassem outros dons surpreendentes. 

E assim, enquanto estava em seus braços, rezei pelo gênero humano; e muitas vezes, com lágrimas e suspiros, chorei por você, minha filha, e por todos. Eu chorei por sua vontade rebelde, por seu triste destino de se tornar escrava dela, o que a fazia infeliz. Por ver minha filha infeliz, as lágrimas brotaram em mim, até banhar as mãos de meu Pai Celestial com o meu choro. A Divindade, comovida pelos meus choros, continuou a me dizer: “Nossa querida filha, seu amor nos liga, suas lágrimas atenuam o fogo da Justiça Divina, suas orações nos atraem para as criaturas, que não sabemos resistir; portanto, damos-lhe o mandato de colocar a salvo o destino do gênero humano. Será a Nossa Mandatária no meio deles. Confiamos-lhe suas almas. Defenderá os nossos direitos lesados por suas culpas. Estará no meio, entre eles e Nós, para ajustar as separações que existem entre as partes. Sentimos em sua vida a força invencível de nossa Vontade Divina, que reza e chora. Quem lhe pode resistir? Suas orações são comandos, suas lágrimas governam o nosso Ser Divino: portanto, siga em sua missão!“

Agora, minha querida filha, o meu pequeno Coração se sentia consumido de amor, perante os modos amorosos do discurso divino; e, com total amor, aceitei seu mandato, dizendo: “Altíssima Majestade, aqui estou em seus braços, disponha de mim como quer. Ofereço até minha vida pelo que deseja, e mesmo que eu tivesse tantas vidas por tantas criaturas que existem, eu as colocaria à sua disposição para trazer todos a salvo nos seus braços paternos.”

E sem saber, então, que seria a Mãe do Verbo Divino, sentia em mim a dupla maternidade: maternidade por Deus, por defender seus justos direitos, e maternidade pelas criaturas para colocá-las a salvo. Eu me sentia Mãe de todos. O Querer Divino que reinava em mim, que não sabe fazer obras isoladas, trouxe para mim Deus e todas as criaturas de todos os séculos. No meu Coração maternal, sentia meu Deus ofendido, e que queria estar satisfeito; e sentia as criaturas sob o domínio da Justiça Divina. Oh! quantas lágrimas fluíram! Eu queria que minhas lágrimas caíssem em cada coração para que todos sentissem minha maternidade de amor. Eu chorei por você e por todos, minha filha. Portanto, escute-me; tenha compaixão das minhas lágrimas; tome minhas lágrimas para suprimir suas paixões e para garantir que sua vontade perca vida. Aceite meu mandato de sempre fazer a Vontade de seu Criador. 

A Alma:
Mãe Celestial, meu pobre coração não resiste ao ouvir quanto me ama. Ah! me ama demais, a ponto de chorar por mim! Sinto suas lágrimas descerem no meu coração; e, como tantos dardos, ferem-me e me fazem entender o quanto me ama. Quero unir minhas lágrimas às suas e pedir, chorando, que nunca me deixe sozinha; que me vigie em tudo; e, se necessário, pode me bater. Trate-me como Mãe; e, como sua pequena filha, eu a seguirei em tudo, para que seu mandato seja o meu tesouro; e possa me levar aos braços de nosso Pai Celestial como um ato completo do seu mandato divino.

Pequena flor:
Hoje, para me honrar, você me dará sua vontade, suas dores, suas lágrimas, suas ansiedades, suas dúvidas e medos, colocando-os em minhas mãos maternas, de modo que, como sua Mãe, eu possa depositá-los no meu Coração materno, como sinais da minha filha; e lhe darei o precioso penhor da Divina Vontade.

Jaculatória:
Mãe Celestial, que suas lágrimas fluam em minha alma, para que possam curar as feridas que minha vontade fez em mim.